Assédio Moral

 

Respeito, o maior exemplo.

Expor os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções não é um fenômeno novo.

Tão antigo quanto o trabalho, pode-se dizer que o chamado assédio moral existe desde que se criaram as relações de poder e hierarquia. No entanto, mais do que afirmar que se trata de um conjunto de atitudes inadequadas disparado por chefes despreparados –profissional e emocionalmente– sobre seus comandados, é preciso ressaltar que esse mal não atinge somente quem dele foi vítima. As empresas também acabam sendo penalizadas porque os trabalhadores atingidos passam a ter baixa produtividade. E mais: elas têm suas imagens denegridas junto ao público e ao próprio mercado de trabalho.

O assédio moral, infelizmente, ainda faz parte de uma cultura em que algumas pessoas, por estarem em uma posição superior, entendem ser normal tirar vantagens de seus comandados por meio da opressão, falta de respeito, ameaças e chantagens emocionais.

Por mais que as empresas tentem aniquilar esses comportamentos, o fato é que a solução para o problema ainda está muito distante, mas, sem dúvida, passa pela prevenção e o entendimento entre as duas partes.

Empresas que adotam o ser humano como seu principal patrimônio incluem essa preocupação em seus códigos de ética e de conduta. O respeito, o diálogo, o tratamento às pessoas, não importando o seu grau hierárquico, fazem parte de suas gestões. Seus líderes assumem o compromisso de seguir os princípios que combatem o assédio moral, não só porque o descumprimento significa demissão por justa causa, mas também porque sabem aliar à competência profissional a habilidade e a capacidade de gerir pessoas.

Além disso, abrem canais específicos, do tipo “disque denúncia”, para receber reclamações, ou criam órgãos para cuidar dos casos relatados, esperando, com isso, que todo colaborador seja um guardião da ética e dos bons costumes.

São, na prática, empresas com administração participativa e transparente, que facilitam o fluxo de comunicação entre funcionários e direção e que não possuem qualquer interesse de que esse tipo de problema vire uma prática comum. Em ambientes assim, as pessoas são incentivadas –e não pressionadas–a alcançar os resultados, o que faz com que se tornem empreendedoras. Dessa forma, as chances de represálias são bem diminutas.

Se os verdadeiros líderes são as pessoas que inspiram confiança, nada mais sensato contar com a colaboração de quem foi capacitado para conduzir os destinos das organizações no combate desse mal. Empresas consideradas pela sociedade como locais excelentes para trabalhar e as ganhadoras de prêmio pela excelência na gestão de pessoas são os exemplos a serem seguidos.

Fonte:
Adm. Walter Sigollo
Presidente do Conselho Regional
de Administração de São Paulo -
CRA-SP